@gabiraffanti A banda era legal, mas tava bem vazio. Um dos caras que foi comigo bebeu demais e passou mal la no meio. =/

Muito jovem para morrer, muito velho para o Rock

Sabe aquelas coisas que acontecem em nossas vidas que nos surpreendem? Existem vários pontos que vamos lembrar eternamente, bons e ruins, grandes e pequenos. Nesse caso, foi algo bem legal. E bem pequeno.

Comecei a tocar violão e guitarra em 1998, após estudar 2 anos de teclado, até consegui tocar bem, fiz parte de algumas bandas e tudo mais. Mas infelizmente abandonei os estudos musicais em 2000. Investi todo o meu tempo e atenção na minha vida profissional, faculdade, namoros, e a música ficou de lado. Até que no começo de 2008, passei por alguns problemas pessoais, e alguns meses atrás, mais um relacionamento terminou. Após ficar solteiro pela primeira vez em 8 anos, resolvi investir em mim novamente. Voltei a estudar guitarra, mas dessa vez, focando em técnicas muito mais avançadas que em qualquer outro momento da minha vida.

A música me define, é a minha “pedra vital”, meu espiríto. A guitarra, é uma das poucas coisas que trás brilho pros meus olhos (#notgay), que eu realmente aprecio e admiro, que me emociona. Mas ser apaixonado pela música, pelo rock e pela guita, não me faz tocar bem. Definitivamente.

Algumas semanas atrás minha ex namorada me disse que recebeu uma imagem minha na barriga da minha mãe. Não entendi bulhufas, até que vi a imagem:

Keep on rockin Little Box!
Little Box.

Essa grande bobagem acabou tendo muito valor pra mim, pois em momento algum durante o nosso breve namoro eu toquei alguma coisa. Tinhamos um amigo que tocava pra gente, cantava, e eu só olhava. Essa pequena atitude me mostrou que essa pessoa, que me gerou tanto stress quanto momentos sensacionais, me conhece mais do que eu imaginava. Isso não é algo que qualquer pessoa nota em mim, não é algo que eu mostro para qualquer um. E daí concluo que sem dúvida gosto muito mais de gostar das pessoas, de ter pequenas surpresas como essa, do que de ficar imaginando o tempo perdido, as escolhas erradas, etc. Ainda mais essa pessoa, que caiu de paraquedas em um momento obscuro da minha vida. E apesar de ter acabado (em crise), o durante foi uma das coisas mais legais que já vivi. ;)

Agora que voltei a tocar, por estar pegando técnicas avançadas, praticamente não toco música alguma, após meses de aula, e o caminho das pedras está bem dolorido. Foco em improvisação, campo harmônico, montagem de acordes “online”, essas coisas. Vira e meche me pego querendo desistir, querendo aprender algo mais básico, pegar musiquinhas do Legião ou Ultraje pra quando me pedem pra tocar algo. Com certeza, 10 anos mais tarde, as coisas ficaram bem mais difíceis de serem processadas. Talvez estou velho demais para isso. Talvez não tenho o talento que imaginei ter. Não sei. Só sei que a guitarra faz parte da minha vida, sendo tocada por mim, ou por outros. E que não vou desistir tão cedo.

[ Mais ] 10.10.2008 às 22:32 | Nenhum comentário | Enviado em Caixa Pessoal |

Blog de miguxo

Esse final de semana aprendi mais uma utilidade que mudou a minha vida. Dessas que você só poderia aprender fazendo parte do Twitter. Eu tenho um “blog de miguxo”. É, pois é.

Já somos divididos entre: partidos políticos, times de futebol, religião, marca de videogame, estilo musical, estatura, peso, cor, maneira de se vestir, classe social, droga que você usa, software P2P, estilo de cueca, braço que usa relógio, jeito de rir na internet, mensageiro instantâneo, marca de celular, entre outras inúmeras divisões que, na minha humilde opinião, só atrasam o pensamento humano. Agora descubro também que o meu blog, não é blog, é um “blog de miguxo”.

Tem o blog de miguxo, o blog de aluguel, o blog blog, entre outros. Não vou perder meu tempo aqui explicando o que tais termos trazem de conotação. Eu sempre fui da opinião que cada um deve agir como se sente bem, e a diferença sempre é bem vinda. Tem gente que é feliz tirando foto da panturrilha na academia, tem gente que gosta de comentar o quanto odeia quem assoa o nariz no chuveiro, tem quem goste de dizer que está comendo garotos de avelã. Eu toco guitarra, gastei muitos anos andando de skate, entre outras opções pessoais que não vão ser comentadas aqui, mas que posso garantir que minha vida foi totalmente diferente da dessas pessoas. Portanto, acho que fica bem claro o quanto eu acho patético tudo isso. Porém, como eu disse, cada um na sua, fazendo o que te faz feliz, sem invadir a liberdade dos outros, sempre.

Pra celebrar nossa falta de assunto, vamos todo mundo cantar postar junto. E só pra garantir esse refrão post, eu vou enfiar um palavrão: Cú. Foda-se. E blog de miguxo é o caralho.

[ Mais ] 03.08.2008 às 20:49 | Nenhum comentário | Enviado em Projetos |

Ainda chove. Ainda sonho.

9 anos atrás. Lá estava eu, apenas um garoto que cantava Help! e Ticket to Rye Ride, sabia tudo da Janis, do Led Zepellin, dos Beatles e dos Rolling Stones. Primeiro colegial. Pagava de gatinho, popular, excesso de rebeldia, piercing, cabelo azul, anos de academia, e muitas outras coisas que não podem ser comentadas aqui. Tocava teclado há cerca de 3 anos, mas ainda engatinhava na guitarra. E esse é o cenário dessa história.

Porém, antes de contar a minha (breve) aventura musical, voltemos mais um pouco. Lá pela minha quinta ou sexta série, precisei elaborar um trabalho escolar que consistia em contar a história da minha família (sobre a imigração de meus avós da Itália/Austria para o Brasil), e a conclusão consistia em: “Descrever quais são seus sonhos pessoais e profissionais”. Esse trabalho existe até hoje, está (muito bem) guardado, e lá, concluo: “Meu sonho é ser programador na Microsoft e ter uma banda de rock de garagem“. Note que logo novo (cerca de 11 ou 12 anos de idade) já tentava fugir dos holofotes. E a partir dai, comecei a estudar música (e programação).

Voltando ao cenário da história, 1999 (foi só mais um ano), o pequeno febox (agora com 15/16 anos) resolveu que montaria uma banda, para iniciar o que seria o objetivo de sua vida. Consegui me reunir com alguns conhecidos (amigos de amigos) e montamos uma banda cover do Blink 182. Uma bosta. Pelo menos para o meu ouvido, que é mais seletivo que convocação da seleção. Logicamente não deu certo, e logo após, montei uma banda de reggae com alguns amigos. Apesar de nas minhas veias correr sangue rock and roll, essa banda foi muito mais longe. Ensaiavamos quase todos os dias, nos encontrávamos com novas idéias, fizemos algumas coisas bem legais que na época eram inéditas. Eu era vocal e tocava a guitarra base. Nos apresentamos em alguns (poucos) lugares, algumas festas, churrascos, e tivemos somente 2 apresentações remuneradas. Chegamos a gravar 2 músicas, em um estúdio amador de um conhecido (péssima qualidade de gravação, mas foram momentos muito legais). Infelizmente, trabalhava junto com o guitarrista solo, ocorreram alguns atritos e eu saí da empresa (loja de informática), que inclusive, tinha ajudado a montar. O nosso chefe da época surtou com a minha saída e fez o cara escolher um lado, e bom, resumindo, um dia pegando um onibus, encontrei o guitarrista, que me notificou que a banda iria se apresentar na maior casa de shows da cidade, com outro vocalista. E foi assim que eu deixei de tocar em grupo, até hoje. A partir dai me tornei um solitario musical, meus solos nao tem companhia, nao tem voz, nada. Só suas próprias notas.

Hoje em dia as coisas são muito mais fáceis, é possível aprender a tocar qualquer instrumento gratuitamente na web. Gravar também requer um investimento pequeno (uma boa placa de som faz o truque), a distribuição por MP3 é bem facilitada, é possível até distribuir as músicas via podcast, tudo automático. Esse mundo novo é cheio de oportunidades, e ironicamente talvez esse seja o motivo de nada qualidade ter sido lançado nos últimos anos (IMHO).

As oportunidades estão aí, cada vez mais ao alcance, e com a web é possível chegar a qualquer canto do planeta. “Basta” ter talento, inovar e seguir seu sonho fielmente.

Por exemplo, está rolando atualmente um concurso na internet, chamado Nokia Xpress Band, que oferece à banda vencedora um videoclipe com colaboração de especialistas, workshops, testes e até alguns shows bancados pela Nokia. Toda a votação será feita pela internet por usuários, no MySpace (e com a análise de 5 profissionais da música). O concurso começou em 01 de Julho e terminará dia 07 de Outubro de 2008. É uma oportunidade única, quem toca e tem banda, sabe a dificuldade que é dar novos passos nessa área e o quanto é caro mecher com música. E tem mais, a partir de amanhã até domingo (25.07 a 27.07), a Nokia deixará um caminhão-estúdio da Xpress Band no shopping Campinas (err, em Campinas-SP), para as bandas que desejarem gravar seu som, para utilizar na inscrição. Vai cambada, ta aí a chance que tanto queriam. Ou que eu tanto queria. =(

Portanto, se você tem uma banda e acha que manda bem, faça o favor de se dirigir ao shopping Campinas e grave teu som, pois precisamos renovar a música brasileira. Peço encarecidamente que alguém de talento vença esse concurso e tire os “Tiririn Tiririn Tiririn, alguém ligou pra mim!” da cultura PT-BR! Já fiz alguns contatos com o pessoal músico que eu conheço, e a briga promete ser no mínimo, interessante.

Não tive uma oportunidade como essa enquanto tinha banda, mas era tudo que eu precisava para ter mostrado o quanto batalharia para concluir meu objetivo. Infelizmente estudei muito, batalhei muito, e acabei não conquistando muito. Confesso que em momentos como esse sinto uma leve tristeza por não ter seguido, não ter persistido, com muito ensaio, eu abraçaria uma oportunidade dessa para vencer.

Mas dos meus 2 sonhos, 1 eu realizei (exceto a parte da Microsoft, mas por opção, história que fica para um outro post). Pena que eu escolhi o sonho errado. Enquanto isso o outro está estacionado, ainda não é o momento de uma nova tentativa musical. Mas o momento ainda vai chegar.

Mas fica a dica galera.
Vejam umas fotinhos da infraestrutura do caminhão-estúdio:

Imagem1

Imagem4 Imagem5

Nokia Xpress Band
Mais informações: http://www.myspace.com/xpressmusic
Trevo Rod. Anhanguera x Rod. Santos Dumont – Campinas
Tel: (19) 3727-2300

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[ Mais ] 24.07.2008 às 11:04 | Nenhum comentário | Enviado em Caixa Pessoal |

Dia Mundial do Rock and Roll

Não vou aqui perder meu tempo contando a história do rock, ou a história do dia do rock. Muito menos citar Elvis, Beatles, etc (too late i guess). Quero passar um pouco da experiência que é, levar uma vida inteira inspirada em um estilo musical, que define suas ações, seus gostos (inclusive pelo sexo oposto), entre outras coisas.

Quando eu tinha cerca de 7 ou 8 anos, ganhei um cd da minha irmã de presente de Natal. The Wall, Pink Floyd. Depois disso, o rock definiu praticamente todas as fases da minha vida. Logo após conhecer o Pink Floyd, vi um show, Dark Side, na TV Cultura. Ali, me apaixonei pelo instrumento que mudaria completamente o rumo de tudo. A guitarra.

Comecei estudando música tocando teclado, e foi assim por cerca de 3 anos. Após isso, comecei a tocar violão, pois era muito novo (e era muito difícil levantar o dinheiro) e meus pais não queriam me dar uma guitarra. Mais ou menos 1 ano após começar a tocar violão, ingressei em uma pequena banda, de conhecidos aqui da cidade. Cover do Blink 182. Na época (fim de 1999, inicio de 2000, com 15 anos), eu usava o cabelo azul (pois é), tinha piercing (praticamente ninguém tinha), estava muito mais em forma, e tinha (verbo no passado) uma leve semelhança com o Mark da banda original. Mas sinceramente, não era o maior fã do Blink. Queria construir solos intermináveis, psicodélicos, entrar em batalhas de guitarra. Acima das músicas, eu amava muito mais a guitarra. Logo após isso, tive uma oportunidade bem maior, tocando em uma banda de reggae (pois é – parte 2). Era vocal e guitarra base, pois sabia que apesar de venerar a guitarra, não tinha conhecimento suficiente para solar. Chegamos a nos apresentar algumas vezes, mas também não batia aquela paixão pela banda. Acabei me separando e tomando outro rumo. A faculdade.

Na época, namorava uma garota que lá pelos 18 anos já tinha um salário de 3 mil reais. Eu, estagiando, trabalhando em lojas por 100 pilas, e ela com 3k na conta, mensalmente. Nem preciso falar da pressão que tinha emcima de mim pra arrumar um emprego melhor, pra estudar algo diferente de música na faculdade. E foi o que aconteceu, ignorei a minha inscrição no curso de música da UNB, e fui fazer o curso de Sistemas de Informação. Também parei de tocar, pois arrumei um estágio na área de sistemas que exigia que eu viajasse, e o tempo livre eu TINHA (sim, obrigação) que curtir com a namorada. Mas o rock estava lá, estacionado, esperando uma oportunidade de voltar.

Muito tempo depois (cerca de 5 anos atrás), esse namoro acabou não dando certo, porém a profissão me trouxe bons frutos. Logo após terminar com essa minha ex, virei consultor na minha área de graduação (na época, ainda cursando). E comecei a frequentar os bares de rock da cidade. Toda sexta e sábado, estavamos la. Quarta a noite ficavamos em um estacionamento de um supermercado 24 horas, curtindo um som, bebendo, fumando, etc. Quinta a noite iamos (ou pelo menos nossos corpos nos levavam) pra uma serra perto da faculdade, escutar Pink Floyd (e outras) no meio do mato, cachoeiras, tudo muito bonito.

Nesse momento, minha profissão, que estava apenas começando, exigia muito mais do que eu tinha a oferecer, portanto meus sonhos de rock continuaram congelados por mais um tempo. Meu segundo namoro (sério) acabou dando errado também, me mudei para Campinas, e lá encontrei algo até que interessante. Uma galera de 12 pessoas, todas viciadas em música eletrônica. Minha missão era converter nem que fosse 1 única alma, mas não foi possível, muito pelo contrário, quando notei, eu estava frequentando as raves (ótimas festas aliás, ainda mais quando aparece algum DJ que conhece de música de verdade e enfia rock até não poder mais nos fritos). (IMHO) O rock não possui obras de arte nos dias de hoje, portanto, é uma tarefa complicada convencer alguém que é o melhor genero musical de todos. Além de que, ou você nasce com o espirito do rock (e as vezes nem sabe disso), ou você vai curtir outra coisa o resto da sua vida.

A fase de frequentar essas festas passou, voltei de Campinas, e agora, com 5 anos de experiência como consultor, solteiro (nesse meio tempo, meu terceiro namoro também não deu certo), minha primeira atitude foi entrar em uma aula de guitarra avançada. E lá estamos, toda quinta, aprendendo a improvisar, solar, etc.

Essa sexta que passou (11.07.2008), fui num show em um antigo bar de rock (que hoje não toca mais rock, porém sexta tocou) assistir duas banda: Rock Seixas (cover de Raul) e cover da Janis Joplin. Muito legal, o guitarrista da “Janis” tocava extremamente bem, tinha um toque psicodélico em sua guitarra, muita habilidade, um ótimo músico. No show, encontrei uma garota. Rosto de boneca, camiseta de manga longa por baixo de uma camiseta de manga curta (exatamente como eu estava e estou e estarei), curtindo o show sozinha. E a camiseta de manga curta que ela usava, era uma camiseta do Palestra Itália (e não do Palmeiras). Infelizmente, por motivos de força maior, não foi possível conhecê-la. Mas vi ali tudo que eu poderia buscar em uma garota, linda, rock, palmeiras. São pequenos toques do destino que aparecem quando menos esperamos, e vai da gente aproveitar a oportunidade ou não. No caso, essa guinada no destino eu não aproveitei.

Ser do rock, é uma qualidade espiritual, é algo que só é possível entender sendo. A qualquer momento, em qualquer lugar, se trombar um amigo do mesmo movimento, o papo que vai rolar, é sobre som, sobre música. E a chance de ser muito mais legal do que uma balada ou um bar, é bem grande. É o pensamento que fica a todo momento na cabeça, é algo mais forte do que um simples gosto musical.

Por isso, eu faço questão de apreciar o dia 13 de Julho de todos os anos, esteja aonde estiver, faço algo para lembrar aonde estava em tal ano, no Dia Mundial do Rock. Hoje não deu para fazer algo extremo, tive que trabalhar.


Mas aqui está, meu post sobre o dia de hoje, para marcar o que estava fazendo em 2008. Assistindo a derrota do Palmeiras pro São Paulo, escutando The Doors, e enviando essa “blogagem”.

=P

[ Mais ] 13.07.2008 às 20:15 | Nenhum comentário | Enviado em SexoDrogasRock |

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