Os jogos mais importantes da história: Parte 1 – Very Old School
Prometi um artigo sobre games, das antigas (de quando ainda conseguia tirar algum dinheiro escrevendo sobre jogos), e promessa é dívida. Vou dividir esse artigo em algumas partes, dependendo da aceitação, continuamos ou não. Aí vai, espero que gostem (sem muitas delongas, afinal estou em meu blog e não em uma revista ou um grande site).
De época em época, surge um grande jogo capaz de alterar o rumo do mercado dos games, fazer o que ninguém imaginou, ou simplesmente traçar um novo caminho para nossos videogames. Nesse post vou comentar sobre alguns desses títulos, que podem até não terem sido os responsáveis pela invenção citada aqui, mas que conseguiram tornar tudo isso popular para as massas. Quando possível, mostrarei também como a franquia (ou gênero criado) está hoje, nas gerações atuais. Lembrando que o expressado aqui é a minha opinião pessoal, não tem valor científico e muito menos são fatos comprovados escritos na pedra da lei.
Parte 1: Very Old School
First things first… Vamos aos antigaços.
Pong (1972)

Tin… Tun… Tin… Tun…
Pong não poderia ficar de fora dessa lista. O primeiro jogo comercial da história, com suas 2 barrinhas, bolinha que acelerava se acertada pelas “quinas”, e seu botãozinho de girar, conquistou milhares de casas ao redor do mundo, gerando pela primeira vez, o ato de ficar em sua residência para “brincar” com eletrônicos.

Versão console foi o primeiro jogo eletrônico residencial da história.
Inovação: Considerado o ponta pé do mundo dos games, criou o costume de manter os jovens em casa, jogando.
Nos dias de hoje: Plasma Pong
Plasma Pong é a versão “Pong on Acid” (você conhece a minha série de quadrinhos Nerds on Acid?). Imagine uma partida de Pong totalmente lisérgica, aonde é possível cuspir plasma para alterar o percurso da bolinha. Taí. Infelizmente o jogo enfrenta alguns processos por ter utilizado o nome “Pong” (que é marca registrada da Atari), mas é possível encontrar versões para download espalhadas pela web.


Nossa mano… que viagem…
(Mr. e Ms.) Pacman (1980)

“Olha, quero brincar de come-come!”
Um dos primeiros jogos a possuir um pequeno enredo, com inimigos tomando decisões diferentes e um momento de “virada de mesa” (aonde você parava de se defender/fugir e atacava), Pacman é uma das franquias de maior sucesso até hoje, com série de desenho animado, bichinhos de pelúcia, e zilhões de continuações (2D, 3D, plataforma, pinball, etc). A programação dos fantasmas possuia um algoritmo de pressão, que mais cedo ou mais tarde, te fechava em algum canto, o que tornava a versão arcade (fliperama) bastante difícil (as versões console de todos os jogos facilitam a jogabilidade).

“Olha, o come-come ganhou um lacinho!”
Inovação: Inteligência dos inimigos, mudança de estratégia durante o jogo.
Nos dias de hoje: Festas Rave
Hoje em dia é fácil brincar de Pacman. Semanalmente por todo o país rolam as famosas festas Raves, aonde é possível correr de fantasmas (ou ao contrário, graças às pastilhas de power-up que também são reais
) sob os sons eletro-psicodélicos de DJs alucinados. Com um pouco de força de vontade é possível até entrar em uma passagem e aparecer do outro lado da festa.

Switchback!
(Ok, segue uma foto para mostrar porque não mostrei o último jogo da franquia Pacman lançado, para o Nintendo Wii. A série evoluiu mas segue a fórmula infálivel de décadas atrás, mesmos gráficos, sons, etc. Aproveitei aqui para fazer essa piada besta pois a revevolução gerada por Pacman diz respeito ao enredo, a evolução dos inimigos e estratégia de jogo, inovações existentes em 100% dos jogos atuais.)

“Olha, o come-come continua a mesma merda em quase 30 anos!”
Pitfall (1982)
um dos primeiros jogos de plataforma, com suas cores vivas (e militares), Pitfall era considerado na época o melhor jogo para o Atari. Permitia que o jogador avançasse utilizando o nível superior ou inferior da fase (e muitas vezes, misturando ambos), em um cenário praticamente infinito. Muitas lendas rondavam o jogo, como a que dizia que a história acabava em um castelo (mentira, deve ter gente procurando o famoso castelo até hoje).

Versão original para Atari.

Versão da “Aventura Maya” de Pitfall, chegou aos maiores consoles da época (assim como para Windows 95, se tornando o primeiro jogo comercial para a nova geração do sistema operacional).

Versão Wii: A série já abandonou o estilo plataforma e Pitfall Harry continua agarrando o cipó!
Inovação: Plataforma, cenário, multi-nível.
Nos dias de hoje: Braid, Viewtiful Joe.
Braid é um dos jogos de plataforma mais comentados da atualidade. Está disponível na Xbox Live Arcade para aquisição via Microsoft Points. Lançado em 2008, o puzzle-plataforma aonde é possível voltar no tempo (no estilo Sands of Time), conquistou notas altíssimas da mídia mundial.

O jogo segue uma linha clássica, música e visualmente.

Seus puzzles vão desde simples tarefas a enormes jornadas.
Mas como o assunto é inovação, comentarei sobre um dos que eu achei totalmente obra de arte dos jogos de plataforma: Viewtiful Joe. Inovou completamente os jogos de plataforma, criando vários poderes de manipulação do tempo que interagiam com o cenário, inimigos e armas, podendo utilizar a quarta dimensão como estratégia. Recomendadíssimo! Inclusive, um dos chefes do jogo, Fire Leo, é considerado um dos chefes mais difíceis da história dos games, tornando o mesmo, um dos maiores clássicos obrigatórios para quem é realmente gamer.

Em VJ, é possível aumentar e diminuir a velocidade do tempo.

Viewtiful Joe 2 adiciona novos comandos, trazendo novamente a sensação de novidade.
Tetris (1985)

Primeira versão de Tetris para MS-DOS.
Que tal usar seu cérebro ao mesmo tem que se diverte com barrinhas coloridas? Tetris, que foi inspirado em um antigo jogo geométrico, provou que era possível forçar a capacidade de raciocínio matemático, ao mesmo tempo que o jogador compete com a máquina. Diz a lenda (nem tão lenda assim) que Tetris foi criado pelo professor russo Alexey Pajitnov, a pedido do governo soviético comunista que via a revolução dos games atingir os 2 maiores pólos capitalistas do globo (Estados Unidos e Japão).
Inovação: Estímulo do racíocinio matemático durante jogos eletrônicos.
Nos dias de hoje: Little Big Planet
Existem toneladas de jogos que surgiram a partir de Tetris (inclusive alguns que eu jogo, como Super Puzzle Fighter, e alguns outros em 3D que marcaram época), mas eu não poderia deixar de citar a aparição com maestria do jogo em “Little Big Planet” para Playstation 3, praticamente uma homenagem ao original, em um dos títulos mais esperados da atualidade.
Em breve a Parte 2… Wait for it… Wait for it…
Update: Corrigi alguns dos erros de portugues mais cabulosos.










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22 de outubro de 2008 às 15:27 às 15:27
Este Tetris do Wii é bem bacana… física dez dos blocos…